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Hip-Hop volta a conversar com Fundação Cultural de Uberaba MG

HIP HOP NÃO É BRINQUEDO DE POLÍTICA. Imagem: Hype Beast
No dia 26 do primeiro mês desde ano eleitoral, a Fundação Cultural de Uberaba (MG) convidou a comunidade Hip-Hop local para o 3º Encontro Nação Hip-Hop que acontece em São Vicente SP. Na reunião pautada para os acertos de detalhes sobre a viagem, a recente diretoria não esperava a reação de indignação e pessimista do grupo cultural que disse estar esquecido por esta prefeitura.
Essa gestão, que assumiu a casa há um semestre, desconhecia a relação conturbada que a fundação criou com o pessoal do Hip-Hop da cidade. Durante as apresentações dos presentes, a maioria dos convidados já apontavam os problemas que vêm enfrentanto relacionados as suas expressões culturais no movimento.
Eu, como ouvinte presente, representando todos praticante de basquete de rua que conheço regionalmente simpatizam essa cultura, sou testemunho dessas reclamações feitas aos políticos nomeados para administrar essa instituição. As reclamações de preconceito desde governo são fatos citados: fechamento da rádio Mundial FM que era a voz oficial do movimento; extinção da Periferia Cultural que reunia e formava novos membros; além de bloquearem alvarás os eventos do gênero, que dizem serem indiciplinados.
Por parte da diretoria, a situação merece ser discutida com o pensamento em fortalecer a imagem desse mandato para ter acesso nas periferias e criar um apelo cutural forte o bastante na opinião pública formando projetos que possam atravessar as mudanças de lideranças deste município.
Em substituição da ex-rádio, a ideia foi receber um projeto de um programa de rádio sobre Hip-Hop que possa ser transmitida por outra rádio, conforme analise de viabilidade de orçamento da casa. Aos projetos de eventos, sugeriram seguir o formato que foi aprovado para os eventos do Coletivo de rocku local Megalozebu.
O mínimo que precisou ser explicado pelos convidados para que houvesse diálogo entre as partes que essa cultura possui quatro elementos distintos: DJ, MC, B´boy e Grafite. Por essa característica, um representante dessa cultura é fundamental para assessorar os artistas locais afim de ajudar na produção dos projetos nessa repartição, como já acontecem com a música independente e a capoeira, como exemplo, que tinham seus representantes presentes nessa reunião.
A viagem de cortesia não deixa de ser bem vinda, já que as despesas foram assumidas pelo município. Porém, as 3 horas de debates, com critícas dos convidados às promessas de anos pares (eleições) passados, ainda não cumpridas, mostram muito pouco da insatisfação do Hip-Hop com essa instituição no atual governo municipal.
Com depoimentos, de membros com atuação de décadas no movimento local, as reinvidicações desses formadores de opiniões populares, não serão solucionadas em reunião única, como essa. A surpresa em verem reunidos, de um dia para o outro, uma sala cheia de cidadãos que acreditam nos conceitos dessa cultura, deve ser encarada com o máximo de respeito se desejam contar com o apoio (votos) e a parceria do Hip-Hop em planos futuros. Como disse claramente a maior autoridade presente: “Em política, nada é por acaso”.
| Imprimir artigo | Este artigo foi escrito por joseadolfo em fevereiro 1, 2010 às 8:36 pm, e está arquivado em Sem categoria. Siga quaisquer respostas a este artigo através do RSS 2.0. Você pode deixar uma resposta ou fazer um trackback do seu próprio site. |
